Novo ano, Novo você, Novos objetivos. 🥂🍾 Comece 2024 com 70% de desconto no 12min Premium!
QUERO APROVEITAR 🤙Operação Resgate de Metas: 63% OFF no 12Min Premium!
Novo ano, Novo você, Novos objetivos. 🥂🍾 Comece 2024 com 70% de desconto no 12min Premium!
Este microbook é uma resenha crítica da obra:
Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.
ISBN:
Editora: 12min
a fase de grupos terminou e o mata-mata começou
No sábado, a primeira Copa do Mundo com quarenta e oito seleções fechou a fase de grupos e abriu, neste domingo, uma rodada que ninguém tinha visto antes: os trinta e dois avos de final, com trinta e dois times no mata-mata em vez dos dezesseis de sempre. O formato novo prometia dar fôlego aos pequenos, e cumpriu.
As surpresas vieram rápido. Cabo Verde, na sua primeira Copa, passou de fase. O Equador venceu a Alemanha na última rodada e o país decretou feriado no dia seguinte. O México liderou seu grupo sem sofrer um único gol. A África do Sul foi ao mata-mata pela primeira vez na história. Do outro lado, alguns favoritos ficaram pelo caminho ainda nos grupos, entre eles o Uruguai e a Coreia do Sul.
O que chama atenção é que as duas quedas mais comentadas não foram sobre falta de talento. Elas passaram por liderança. E é aí que o futebol vira um espelho útil para qualquer pessoa que comanda gente.
Antes de qualquer coisa, é preciso dizer o óbvio: Marcelo Bielsa é uma lenda. "El Loco" influenciou uma geração inteira de treinadores, levou o Athletic Bilbao a duas finais, reinventou a seleção do Chile, comandou a Argentina e recolocou o Leeds na elite inglesa. Pouca gente moldou tanto a forma como o futebol moderno pressiona e ataca.
No Uruguai, o início foi à altura do nome. Bielsa assumiu uma geração jovem depois do Catar, venceu Brasil e Argentina nas Eliminatórias e fez a Celeste marcar quase o dobro de gols de qualquer rival nas primeiras rodadas. Depois, o rendimento caiu e não voltou.
A parte difícil dessa história foi o próprio Bielsa quem contou. Após uma derrota por cinco a um para os Estados Unidos, em novembro do ano passado, ele se definiu em público: disse, com todas as letras, que é "tóxico", que conviver com ele piora quem está por perto, que é do tipo que só enxerga o erro, que exige e nunca se dá por satisfeito. Tratou isso como um peso que carrega, não como vaidade.
Na Copa, o Uruguai empatou com Cabo Verde e Arábia Saudita e perdeu por um a zero para a Espanha, fechando com dois pontos. No intervalo daquele jogo, Bielsa trocou o goleiro Fernando Muslera e contou depois que fez isso a pedido do próprio jogador, para preservar a confiança dele, não para minar.
Encerrada a participação, o treinador assumiu a responsabilidade sem rodeios. Disse que não conseguiu potencializar o elenco e que sua passagem "não deixa nada". A pergunta que ficou no debate público não é sobre a genialidade dele, que segue inquestionável. É sobre se um método construído na exigência absoluta ainda funciona com uma geração que valoriza diálogo, comunicação e confiança. A competência continua intacta. O que está em discussão é a relação.
A queda da Coreia do Sul foi diferente, porque virou caso de Estado. A seleção estreou vencendo a República Tcheca, mas perdeu para México e África do Sul, terminou em terceiro no grupo com três pontos e saldo negativo, e ficou de fora da lista das oito melhores terceiras colocadas na manhã deste domingo.
Ainda no domingo, o presidente do país, Lee Jae-myung, se manifestou. Em mensagem pública, disse estar perplexo com o resultado, criticou o técnico Hong Myung-bo e cobrou do Ministério da Cultura, Esportes e Turismo uma investigação formal sobre a condução da equipe e o uso de recursos públicos. O argumento dele: a Copa é paga com imposto, então tem que haver prestação de contas. Foi além e afirmou que decisões sobre quem ocupa cada cargo importam mais que qualquer outra coisa, e que priorizar afinidade em vez de competência produz resultado previsível. Uma petição pela demissão do técnico atingiu rápido o número de assinaturas para análise na Assembleia Nacional.
Vale registrar o outro lado. A Fifa proíbe interferência de governos nas federações, e uma auditoria conduzida pelo Estado pode ser lida como exatamente isso. O episódio expõe uma tensão real entre cobrar responsabilidade por dinheiro público e respeitar a autonomia de uma instituição. As duas leituras coexistem.
Contraste ajuda. Enquanto isso, capitães e técnicos discretos seguiram vivos na Copa fazendo o básico bem feito. Luka Modrić conduz a Croácia mais pela calma do que pela voz. A Argentina campeã de Lionel Scaloni se sustenta em papéis claros e numa relação de confiança entre comissão e elenco. O México de Javier Aguirre avançou sólido, coletivo e sem sofrer gols. O que eles têm em comum é clareza de função, confiança construída no dia a dia e uma cobrança que começa pelo próprio líder.
Para quem lidera times e resultados. Talento sem um ambiente que funcione rende menos do que poderia. Antes da próxima entrega, vale uma pergunta honesta: o seu método está extraindo o melhor das pessoas ou está custando a confiança delas? Exigência e respeito não se excluem, mas precisam andar juntos. E quando o resultado vier abaixo, assumir a sua parte em voz alta, como Bielsa fez, preserva mais autoridade do que procurar um culpado.
Para quem acompanha o jogo das instituições. O caso coreano mostra os limites entre cobrança legítima e ingerência. Vale observar como organizações lidam com fracasso público: quem escolhe líderes por competência, quem cria controle e transparência de verdade, e quem reage à derrota antes de entender as causas. A forma como uma instituição responde a um tropeço costuma dizer muito sobre ela.
Para quem quer aprender sem se cobrar demais. Talvez o mais aliviante aqui seja perceber que até treinadores admirados reconhecem que erram na relação com as pessoas. Liderar bem não é ser perfeito nem ser o mais intenso da sala. É ser claro, presente e capaz de admitir o próprio erro. Se isso vale para quem comanda uma seleção, vale para qualquer um.
Ao se cadastrar, você ganhará um passe livre de 7 dias grátis para aproveitar tudo que o 12min tem a oferecer.
Agora o 12min também produz conteúdos próprios. 12min Originals é a ferram... (Leia mais)
De usuários já transformaram sua forma de se desenvolver
Média de avaliações na AppStore e no Google Play
Dos usuários do 12min melhoraram seu hábito de leitura
Cresca exponencialmente com o acesso a ideias poderosas de mais de 2.500 microbooks de não ficção.
Comece a aproveitar toda a biblioteca que o 12min tem a oferecer.
Não se preocupe, enviaremos um lembrete avisando que sua trial está finalizando.
O período de testes acaba aqui.
Aproveite o acesso ilimitado por 7 dias. Use nosso app e continue investindo em você mesmo por menos de R$14,92 por mês, ou apenas cancele antes do fim dos 7 dias e você não será cobrado.
Inicie seu teste gratuito



Agora você pode! Inicie um teste grátis e tenha acesso ao conhecimento dos maiores best-sellers de não ficção.